Sabes ler os rótulos dos alimentos? O Quoty dá-te uma ajuda!

Há algum tempo que se tenta implementar um sistema de rotulagem nutricional que seja idêntico ao de uns semáforos. Pretende-se dar ao consumidor uma forma direta e descomplicada de compreender o que está ou vai consumir.

Artigoo

A nova regulação comunitária obriga a uma informação mais detalhada e completa dos rótulos alimentares. Contudo, esta nova norma não se traduz em mais conhecimento por parte dos consumidores ou, muitas vezes, em mais informação acerca dos alimentos. A complexidade da informação e a sua hermeticidade científica acabam por reduzir muito o número de pessoas habilitadas para descodificar um rótulo.

Por isso mesmo, o recurso a formas complementares de rotulagem, como a utilização de um sistema de semáforos – ou algo idêntico – é o caminho mais fácil para uma escolha mais eficaz e consciente.

A utilização das cores – verde, amarelo e vermelho – para a classificação dos alimentos relativamente aos seus níveis de sal, gordura e açúcar, é a forma direta e fácil de potenciar uma informação cada vez mais equilibrada e consciente.

O objetivo não será a identificação de alimentos proibidos, mas sim perceber quais devem ser consumidos moderadamente, distinguindo-os dos que devem ser consumidos com maior frequência. Devemos, portanto, privilegiar uma alimentação que aposte mais em alimentos com mais verdes e menos vermelhos.

O uso de cores acaba por facilitar mais essa interpretação por parte do consumidor, contudo, segundo a DECO os termos utilizados caminham para a uniformização em resultado do novo regulamento para os rótulos: por exemplo agora os rótulos indicam “sal” e não o “sódio”.

Assim:

  • VERMELHO – O alimento tem uma concentração elevada de gorduras, gorduras saturadas, açúcares ou sal. Poderá ser consumido, mas sempre com um grau de moderação elevado.
  • AMARELO – O alimento tem uma concentração média de gorduras, gorduras saturadas, açúcares ou sal. Poderá ser uma opção mais adequada para a nossa alimentação, se comparado com um alimento sinalizado a vermelho.
  • VERDE – O alimento tem uma concentração baixa de gorduras, gorduras saturadas, açúcares ou sal. Será a opção mais saudável para a nossa alimentação.

De forma a ajudar os consumidores a fazerem as escolhas mais acertadas para a sua alimentação, as marcas fazem um resumo nutricional, por porção, de quatro nutrientes cujo consumo deve ser moderado: gorduras, açúcares, gorduras saturadas e sal.

Neste resumo temos ainda acesso à energia, calorias e a dose recomendada que devemos ingerir de cada alimento.

Assim devemos perceber qual a informação que mais nos interessa e que devemos reter:

  • A Lista de Ingredientes
  • A Tabela de Informação Nutricional

A informação relevante deverá estar sempre nestas duas secções.

A Lista de Ingredientes

  1. Por lei, todos os alimentos devem apresentar uma listagem dos ingredientes que os compõem. Se essa divulgação não for efetuada algo está mal. A melhor opção será questionar alguém acerca dessa informação e no caso da resposta não ser satisfatória optar por não comprar o produto.
  2. Os ingredientes estão ordenados por ordem decrescente de peso.Isto quer dizer que o ingrediente em maior quantidade será o primeiro da listagem. O objetivo será que ingredientes como: açúcar e gorduras apareçam no final da lista e não no início, ou se possível que nem sequer constem da mesma.
  3. Quanto mais ingredientes tem mais processado é o produto.O objetivo será consumir produtos o mais naturais possível, principalmente se não soubermos o que são maioritariamente os ingredientes que se encontram na listagem.
  4. Os diferentes nomes do açúcar. Muitas vezes o açúcar pode aparecer mais não final da listagem, contudo isso não quer dizer que o alimento tenha pouco açúcar adicionado. Nos dias de hoje há, na confeção alimentar, vários ingredientes que são equivalentes ao açúcar, contudo designados com nomes diferentes. Aqui ficam alguns exemplos: dextrose, frutose, glucose, ou qualquer ingrediente que termine em “-ose”, adoçantes à base de milho, xarope de milho/xarope de milho rico em frutose, caldo de xarope de cana, xarope de malte, mel, melaço.

Gorduras Trans. – Tipo de Ácidos Gordos. É um dos ingredientes mais prejudiciais à saúde, tendo sido proibido em alguns países. Nomes comuns às gorduras trans.: gordura vegetal hidrogenada e gordura vegetal parcialmente hidrogenada.

Aquilo que nos interessa perceber numa tabela nutricional é:

  1. Quantidade por cada 100g.Com este valor podemos comparar vários produtos e escolher aqueles que têm maior interesse nutricional.
  2. Quantidade por unidade/porção.Este valor informa-nos aquilo que vamos consumir por cada porção, sem ter necessidade de estar a fazer contas. Ex: Conseguimos perceber qual a quantidade calórica de uma fatia de fiambre ou de uma bolacha.
  3. Cuidado com as porções enganadoras. É o fabricante que decide o que é uma porção, e nem sempre essa porção se baseia naquilo que o consumidor vai acabar por comer. Um exemplo disto é o das batatas fritas. Uma dose, segundo a embalagem, são 30g, que correspondem mais ou menos a 10 batatas por dose. Mas quem como apenas 10 batatas?
  4. Percentagem da dose diária recomendada.É uma dose baseada em valores médios, contudo dependerá sempre das necessidades nutricionais de cada indivíduo e das porções indicadas por cada fabricante, que podem não ser as mais corretas.

Dicionário da Tabela Nutricional

De rótulo para rótulo os nomes para identificar os nutrientes podem ser diferentes, pelo que devemos ter sempre em mente o seguinte:

  • Lípidos = Gorduras
  • Glícidos = Hidratos de Carbono

Devemos procurar produtos que tenham graus elevados de proteína e fibra e que tenham baixos índices de gordura, açúcar e sódio. E como podemos definir o que é alto ou baixo? Depende.

Um truque que podemos utilizar para perceber aquilo que vamos consumir é tentar perceber qual a percentagem de açúcar e/ou gordura presente em cada produto. Por exemplo, se num pacote de cereais estiver indicado que cada 100g terá 26g de açúcar, então aquelas 100g terão uma percentagem de 26% de açúcar. Assim conseguimos compreender se o alimento terá as características que procuramos ou não.

Regras importantes a seguir:

  1. Ler com atenção a lista de ingredientes;
  2. Moderar o consumo de alimentos com elevados índices de gorduras, óleos, sal, açúcar, sacarose, mel, melaço ou ainda outras formas de açúcar como maltose, lactose, glucose, frutose, dextrose, xarope de açúcar invertido;
  3. Verificar sempre o estado da embalagem e o prazo de validade. No caso de ter sinais de ferrugem, estar amolgada ou inchada a melhor opção será não comprar.
  4. Para produtos congelados deve-se ter em atenção se os mesmos apresentam cristais de gelo ou estão húmidas. Estas situações indicam que os produtos já passaram pela fase de descongelação, não estando em condições para aquisição;
  5. Deve respeitar-se as condições de conservação de todos os alimentos;

Informações a ter sempre em conta:

  1. A denominação de venda
    Corresponde ao tipo de produto que adquirimos, por exemplo: leite, iogurte, pão, manteiga. Qualquer tipo de processamento tem de ser mencionado, por exemplo: fumado, pasteurizado, concentrado, congelado;
  2. A lista de ingredientes 

Todos os ingredientes que fazem parte do produto têm que ser indicados por ordem decrescente, da maior para a menor quantidade, sendo que devem estar também incluídos os aditivos e substâncias que possam ser alergénicas;

  1. O prazo de validade 

Pode ser indicado de duas formas:

  • Consumir até (dia e mês) – para produtos que são de fácil deterioração, maioritariamente produtos frescos como iogurte e leite;
  • Consumir de preferência antes de/no fim de (dia e mês) – para todos os alimentos. Quando a duração for superior a 18 meses basta apenas que esteja indicado o ano de validade.

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